Sibila: O que você espera ao escrever poesia?
Humanes: Jogar. Achar novos limites. Superá-los.
Escrever poesia é, ao mesmo tempo, como perder terreno para um lutador
de boxe, ou masturbar-se repetidamente. Dá resistência mental, bons
antebraços.
Sibila: Qual o melhor efeito que você imagina para a prática da poesia?
Humanes: Retirar-se, nem que seja momentaneamente,
da planície do mundo atual. Andar na neve, junto com Robert Walser, e
deixar a marca da bota com a precisão de um medidor atômico.
Sibila: Você acha que a sua poesia tem interesse público?
Humanes: Meu público é uma minoria, inexistente, sou
eu e meus amigos poetas. É possível que nem haja interesse em meu
público reduzido… Mas não ligo para isso. Dou-lhe a mesma importância
que dou ao público que existe para minhas partidas de xadrez: eu e meu
contra-atacante adormecido. E já me basta.
ESTÁTICA
Y será equilibrio de fuerza
perturbar basura humana:
magnitud.
Ni siquiera moscas beben
de sus malgastadas bocas,
precisión: los otros suelen
estar en contra de nosotros,
así está dicho.
¿Es la reflexión alimento de
ofensa? Siempre es familiar
lo inútil. Y el propósito será
aniquilación / calcular el fin
y silenciarlos.

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