31 ago 2015

Sibila, lugares contemporâneos da poesia.





Sibila: O que você espera ao escrever poesia? 

Humanes: Jogar. Achar novos limites. Superá-los. Escrever poesia é, ao mesmo tempo, como perder terreno para um lutador de boxe, ou masturbar-se repetidamente. Dá resistência mental, bons antebraços.

Sibila: Qual o melhor efeito que você imagina para a prática da poesia? 

Humanes: Retirar-se, nem que seja momentaneamente, da planície do mundo atual. Andar na neve, junto com Robert Walser, e deixar a marca da bota com a precisão de um medidor atômico.

Sibila: Você acha que a sua poesia tem interesse público? 

Humanes: Meu público é uma minoria, inexistente, sou eu e meus amigos poetas. É possível que nem haja interesse em meu público reduzido… Mas não ligo para isso. Dou-lhe a mesma importância que dou ao público que existe para minhas partidas de xadrez: eu e meu contra-atacante adormecido. E já me basta.








ESTÁTICA
Y será equilibrio de fuerza
perturbar basura humana:
magnitud.
Ni siquiera moscas beben
de sus malgastadas bocas,
precisión: los otros suelen
estar en contra de nosotros,
así está dicho.
¿Es la reflexión alimento de
ofensa? Siempre es familiar
lo inútil. Y el propósito será
aniquilación / calcular el fin
y silenciarlos.








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